| Lixeira Viva incentiva o manejo responsável do lixo orgânico |
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Por meio de um método australiano, chamado de “Lixeira Viva”, os professores Ms. Eduardo Dutra, de Arte, e Silvana da Cunha, especialista no ensino da pesquisa em Ciências Naturais, desenvolveram com os alunos um projeto interdisciplinar para a construção de uma composteira. O plano é uma atividade em curso que incentiva o manejo responsável do lixo orgânico, através de sistemas de vermicompostagem, para transformá-lo em fertilizante. Segundo os docentes, a ideia é desenvolver em cada pessoa a responsabilidade pelo processamento do seu lixo orgânico, diminuir o impacto que os grandes aterros sanitários causam na natureza e ainda transformar algo extremamente ruim em matéria útil. A compostagem doméstica de matéria orgânica é um processo bastante simples, pois permite que ela se decomponha sozinha e se transforme em húmus ao separá-la. É através do armazenamento destes detritos, terra, minhocas e bacias retangulares furadas que um dos grandes males da vida urbana se transforma em adubo natural de excelente qualidade. O lixo não reutilizável é convertido em alimento rico e vitaminas para minhocas e as fezes dos anelídeos viram fertilizante para muitas plantas. De acordo com a professora Silvana, que vem estimulando diferentes maneiras de consciência ecológica nos alunos, mais de 50% do que chamamos de lixo e que formará os chamados "lixões" é composto de materiais que podem ser reutilizados ou reciclados. “O lixo é caro, gasta energia, leva tempo para decompor e demanda muito espaço. Mas ele só continuará sendo um problema se não lhe dermos o tratamento adequado”, garante. Para chegar neste nível de consciência, a docente ressalta que é necessário rever os valores que estão orientando o modelo de desenvolvimento e, antes de se falar em lixo, é preciso reciclar nosso modo de viver, produzir, consumir e descartar. “Qualquer iniciativa neste sentido deverá absorver, praticar e divulgar os conceitos complementares de redução, reutilização e reciclagem”, reforça. No Trilíngue o adubo será utilizado na horta escolar instalada no pátio do terceiro bloco e que é monitorada pelos próprios alunos. Após assimilarem a ideia, a proposta é ampliar a aplicação do projeto nas casas dos estudantes, da mesma forma que está sendo feita no colégio. Essa maneira de trabalhar é uma preocupação constante na Instituição. Segundo a Gestora Ms. Gislaine Moreira Nunes Baez, “com estas práticas, além de estarem cumprindo a política da instituição, que é a interdisciplinaridade no método de ensino, os docentes e alunos também estão exercitando a consciência ecológica e levando este aprendizado para suas vidas, o que reflete a educação integral”. |